— Episódio 01: É só uma chuva

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— Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Venatus em Dom 22 Jan 2017 - 22:42


Parte I

Entardeceu rapidamente em Manhattan naquele dia. As nuvens cinzas como chumbo cobriram o céu carregadas de água, mas nada que pudesse atrapalhar o festejo que aconteceria no Central Park. O tempo estava fechado, mas as gotas de chuva pareciam demorar a cair. Os balões eram levados fortemente pelo vento, assim como os copos plásticos que estavam distribuídos em uma vasta mesa de madeira que havia sido deixada pelo grupo que planejava o evento. A decepção no olhar dos festeiros era notável, mas nada que um pouco de música não resolvesse.

O som ficou alto e os trovões pararam de ser uma preocupação. Até que a água caísse era só diversão. As luzes formadas por equipamentos próprios fazia o ambiente se iluminar de cores diferenciadas o suficiente para atiçar os moradores de Nova York.- Não se entristeçam, é só uma chuva. - Espalhou-se a voz pelo som das caixas que estavam no parque.  - Bebam um pouco de vodka e rebolem essas bundas até o chão, vamos se divertir. - O rapaz olhou para cima tentando manter o sorriso no rosto, se pronunciou de forma animada enquanto descia do palco montado caminhando pelas pessoas e cumprimentando a todos.

Instruções:
- Sua narração deve se iniciar próximo ou após as nuvens cinzas terem tomado o céu;
- NÃO diga que começou a chover;
- A postagem na parte I é livre para todos os players e podem ser feitas interações sem limite até a próxima narração administrativa;
- É recomendável deixar em spoiler ou citação um resumo do seu post para ajudar o narrador;
- Em caso de ser funcionário ou justiceiro evite se revelar para terceiros;
- Civis fiquem atentos as MPs;
- O tempo limite para postagem na primeira parte é até 28 de Janeiro de 2017 às 12:00 horas ou até o narrador postar;
- Boa sorte queridos!
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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Aries Demetria Wynwood em Seg 23 Jan 2017 - 2:09



Firecast

Aries chutou um copo de plástico vazio que havia invadido seu caminho, trazido pelo vento. A morena não se deixava envolver pela música contagiante nem pela energia festiva do evento, e muito menos pela animação da irmã mais velha, que já estava em sua terceira ou quarta bebida e não parecia disposta a parar tão cedo.

Porque você me trouxe aqui mesmo? Sabe que esse tipo de evento não me agrada muito. — Reclamou pela décima vez desde que chegaram no Central Park. Aries, ao contrário de Alyx, era mais reservada e quieta. Com certeza preferia estar em casa lendo algum livro ou talvez até trabalhando. Mas ela havia acumulado férias de mais, e seu patrão tinha medo de ser multado por ter uma funcionária tão dedicada como a inglesa. Mesmo que Aries questionasse, ela precisava tirar aquelas férias do trabalho de bibliotecária, férias que durariam no mínimo, dois meses.

A mais nova dos Wynwood cruzou os braços, observando entediada as pessoas pularem e dançarem com bebidas na mãos, sua irmã gritar e jogar o braço esquerdo para cima em comemoração, como se tentasse acompanhar o ritmo da música — ela já havia desistido de convencer Aries a participar do evento — assim como os demais presentes. Houvera distribuído tantas cotoveladas e pontapés, que principalmente seu pé e cotovelo direitos doíam devido ao atrito excessivo com diversos tipos de tecidos, em sua maioria algodão e poliéster que os outros festivos utilizavam naquele momento.

Olhou para o céu após o aviso do "comandante" da festa. Sequer percebera os trovões que ribombavam no céu. A ideia de haver o risco de raios — que em sua maioria sempre acompanhavam os trovões — e relâmpagos havia se tornado não só uma excelente desculpa para sair dali o mais rápido possível, como desenvolvera um receio e até mesmo feito brotar uma pequena chama de medo no peito de Aries.
Aly, a gente precisa sair daqui. Acho que vai ter trovões e raios, e se não quiser virar carne assada ou ter uma parada cardíaca, recomendo que venha comigo procurar um local para se abrigar. — Avisou a mais nova, agarrando o braço livre da irmã. Não era forte o suficiente para puxar a irmã de uma vez só, mas devido a fragilidade física que o álcool provocava em Alyx, Aries não deixar de aproveitar para ir além de "proteger-se" do perigo de caírem raios naquele momento. — "Primeiro o som, depois a luz" lembra? Precisamos achar um local para ficar. Vai ter mais festas dessas outros dias. Você sabe que tem. Precisamos nos proteger, porque também acho que vai chover. — Complementou, segurando agora o braço livre da garota com as duas mãos, puxando-a gentilmente para longe da multidão dançante.

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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Alyx Brontë Wynwood em Seg 23 Jan 2017 - 4:16

our love will burn ☽ ☼
O Céu estava bem cinzento no local em que as garotas estava, no meio do central park numa festa qualquer com bebidas liberadas para todos. O que antes era um dia ensolarado com calor de 35° graus agora ameaçava mudar totalmente o clima. A festa convocada por qualquer pessoa, já estava na metade e existia vários copos e garrafas no chão vazias o que podia entender que haveria bêbados por aí. Alyx já estava achando má ideia ter trazido sua irmã mais nova consigo para tal festa, mas é aquele ditado se é festa ela ta dentro e por mais que a loira fosse protetora, ela iria se divertir porém mantendo se sã a todo momento caso algo aconteça com Aries.

— Não tem jeito — disse com seu narguilé roxo com detalhes circulares cinzas em sua mão — Eu posso te amar mais que o infinito — inalou uma boa quantidade da droga que havia ali dentro, como Alyx já era acostumada a fazer essas coisas, as drogas não a deixavam tão fora da realidade assim ou se deixasse, demorava horas para isso acontecer — mas você não se encaixa na minha diversão — completou com um copo de bebida em sua mão que o cara que passaste por lá a dera, a famosa caipirinha, Alyx bebeu de uma vez só sentindo sua garganta queimar até chegar no limite do estômago.

Logo o DJ que estava lá animando o pessoal colocou sua música preferida, um remix de Colors de Halsey, levou Aries para o meio da pista de dança que era um tapete qualquer para diferenciar a grama, para ficar de olho em sua irmã sobre segundas intenções de terceiros envolvidos na festa. Alyx é cansada de saber que em festas como essas há casos como estupros, manipulação, cinderela para as garotas e muito mais. Se posicionou exatamente no meio da pequena pista improvisada e começou a mostrar seu talento, rebolando para cima e para baixo numa leveza e simplicidade, sentia o ritmo a dominando, seu corpo já não respondia por ela e sim somente pela música.

De repente a Loira pensou ter visto relâmpagos dançarem pelo céu já nublado, ela piscou duas vezes e nada havia se repetido, pensou ser apenas uma ilusão qualquer e deu de ombros porém ficou alerta com todos os sentidos aguçados. Voltou sua atenção para Aries e percebeu um cara alto magro e moreno andar em direção a ela com um olhar de malícia, o sangue de Alyx ferveu na hora e foi de encontro a sua irmã fuzilando com o olhar o garoto, o deixando desconfortável e desistindo de qualquer coisa que iria tentar.  Foi só depois de uns minutos que ouviu Aries falando para que procurassem um lugar para ficar, pois a morena temia uma chuva densa. A sua irmã sempre pensou que Alyx era porra louca e que na hora do perigo ela pouco se ferrava para tudo, ela só não sabia que quando Aries estivesse com ela, as coisas eram bem diferentes e a loira se preocupava com ela mesma e mil vezes mais com sua irmã, sim Aries deixa Alyx 100% sã.

— Vamos rápido — disse antes mesmo de se mexer e então sentiu sua irmã a carregando pelo braço — Ei amor! eu não tô tão ruim assim não — disse observando o local e as pessoas que as circundavam verificando se havia algum perigo iminente ou não — Você tem que entender que eu te amo mais que tudo — beijou o topo da cabeça de Aries e logo sorriu de canto para sua irmã — E me preocupo com você — entrelaçou suas mãos com as delas se preparando para correr e as duas acharem um local livre de qualquer perigo real ou uma ação da natureza — Agora vamos, não sabemos o que pode rolar aqui — finalizou segurando sua mão bem firme com a de Aries pronta para sair dali.




Última edição por Alyx Brontë Wynwood em Sex 3 Fev 2017 - 22:52, editado 2 vez(es)

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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Ehrich L’héritier em Seg 23 Jan 2017 - 21:57

BABY CAME HOME
…a touch is a blow, a sound is a noise, a misfortune is a tragedy, a joy is an ecstasy, a friend is a lover, a lover is a god, and failure is death.
A única coisa que tem pensado nesses últimos dias, foi em como o tempo estava passando rápido. De cabeça baixa, seus olhos azuis estavam líquidos, prestes a desabar contra a pia quando o celular tocou. Limpou ambas as mãos  em uma toalha amarelada que pendia boba sob a parede e andou para a sala. Os olhos famintos, pareceram bater contra o reflexo pequeno do vidro quebrado que devolvia a sua visão doentia. Afinal, haviam sido dias difíceis, Ehrich. Lubrificando os lábios com a língua, abraçando os dedos com força contra o aparelho, pôde escutar a voz de seu colega se elevar - enraivecida, como todo o tempo - a lhe chamar por um apelido que às vezes se arrependia de ter o dado liberdade de criar. Eri :

”Onde você se meteu?” - Aquela pergunta ecoou rapidamente pela sua cabeça. Você não sabia o que estava fazendo ali, o que de fato o fazia se manter de pé. Escovou o cabelo prateado contra a luz vacilante da lâmpada, observando um mosquito morrer com o calor quando entreabriu os lábios. Neste meio tempo, uma trilha vermelha desceu de seu nariz, cobrindo a boca rapidamente com um tom cereja e metálico. Sangue :

— Estive passeando um pouco. - Respondeu sem se importar diretamente com quem se dirigia, apenas passando uma das pontas de seu dedo polegar pela boca para tirar o excesso. A marca encoberta, logo foi unida ao dedo anular, se espalhando com vontade por sua derme pálida. Eu sentia nas suas costas, com o rosto encostado em seu ombro direito, que tudo que vi foram apenas números e mais um endereço que não compreendi para onde seguiria. Porém, eu sempre o sigo, não é verdade? 

Sua jaqueta de couro foi vestida e mesmo que sentindo-se mal, começou a andar até a porta, puxando a madeira revelando uma pequena coleção de faca. Você a afiou contra o arremate de metal e assim testou em um corte onipresente em seu pulso. A pele forçada, ficando vermelha, me forçou a apertar o seu ombro fato pelo qual o senti me dar um empurrão que me roubou o equilíbrio. Uma linha foi desenhada igualmente fina como o sangue que escorreu minutos atrás de seu nariz. Abaixou o tecido da blusa, movendo o pescoço para dois lados nos quais arrancaram um ruído - ou melhor, um estalar - de seus ossos. As pálpebras exibiam-no com um olhar potente, violento ao mesmo tempo que ausente. Você era distante demais Ehrich, para que eu pudesse declarar alguma conclusão sobre o que ia fazer. Quando menos esperei, a porta foi fechada a frente do meu nariz. Eu queria te acompanhar, vendo-o entrar dentro do carro com o cigarro preso nos lábios, mas sabe o que senti? As suas correntes pretas sobre os meus pés, impedindo-me de prosseguir. 

O vento batia contra o seu rosto, presumi sentada contra o sofá que deva ter colocado alguma música clássica para escutar, como um legítimo admirador do drama, do ar brando que aos poucos conquistava o carro. Empurrando as costas contra o banco,  a sua coluna deixou-se emitir mais um ruído coisa que o fez suspirar de forma pesada, lamuriando-se por ter adormecido no chão frio. A paisagem que seus glóbulos, perceberam era de um legítimo sonho; O firmamento azul se expandindo revelando a degradante imagem resultada do urbanismo. Seus pulmões começaram a serem contaminados o ar do campo em suas conclusões sempre foram os melhores. O dedo tamborilou contra o vidro, deixando as unhas roídas arrastarem o material até a sua chegada. A última olhada que lançou contra o espelho retrovisor, foi a checada de nenhum traço suspeito; Sangue, olheiras, dentes amarelados ou outra coisa que denegrisse a imagem de um autêntico cavalheiro. 

O seu sapato rangeu para fora do carro, coisa bela revelada em plenos lençóis escuros que pareciam decorar o céu. Preto. Neblina. Fumaça. Tudo isso, você amava e estava disposto a passar mais um tempo quando uma mensagem chegou a seu celular. ”Há mais uma pessoa, que vai despertar o seu interesse.” O cenho rosado de seus lábios franziram e eis que então, tornou-se presente ao marasmo a sua volta. Ambas as mãos nos bolsos  deixando a camiseta branca por baixo da jaqueta ser destacada :

— Que dia lindo. - Riu puxando o cigarro para deixar a fumaça se esvair, cabendo a seu nariz aspirar a própria nicotina. Os dentes brancos e alinhados, sorriram a uma jovem que passara correndo com copos em plenos os braços, o forçando a continuar a caminhada lenta, com um ar faminto carregado nas veias. Desorientado, como sempre me pareceu ser - apenas na visão - observou toda a organização ser desintegrada muito provavelmente, alguns copos no chão e uma extensa mesa de madeira a enfeitar como um piquenique juvenil. Ergueu a sobrancelha recuando um ou dois passos até visar uma jovem moça aparecer na sua linha de visão. Você embora de possuir um ar de arrogante no rosto, conseguia ser educado e era dela que obviamente usaria para descobrir tal ocorrido :

— Olá. - Tossiu uma vez emendando o punho cerrado a frente dos beiços, deixando o rosto inclinado enquanto a voz baixa parecia compor o início de diálogo. — O que está acontecendo aqui? - Os olhos azuis a fitaram aos poucos, uma composição escultural de rosto, cabelos longo ornados por luzes ausentes da região e uma pele de porcelana a desaviar a aspereza da sua. Os lábios secos friccionaram. Eu sei, eu sei o que quer.
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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Dëfteros Meraq Wynwood em Seg 23 Jan 2017 - 22:43

Seus poros expeliam um líquido transparente, resultado da carne queimando em fervor. Outra consequência disso, era a cola que exercia sobre ambos, permitindo a proximidade dos corpos, bem como desejavam. A loira, aparentemente, queria rasgar as costas másculas, pois fincava suas unhas com tanta profundidade na pele, que a impressão disso era clara. Porém, ele gostava. A figuração de linhas rubras por ali saturava a presença de suas cicatrizes, criadas por aquele que mais não se vê presente na vida dele. Mas ele gostava, gostava dela, do seu jeito despojado, um tanto quanto agressivo, seja em momentos importunos, ou devidos como aquele. A sua demonstração desse “gostar” é tê-la abaixo de si, ou melhor, com o rapaz estando abrigado no espaço entre suas pernas. Essas, os membros inferiores, prendiam o quadril masculino, mais precisamente na área do lombo. Entrelaçadas, isto efetivava a prisão.

“Fique aí. É o seu o lugar”, era interpretável com o fazer. Todavia, mesmo assim, o homem não deixava de mostrar a sua astúcia. Rebolava, indo cada vez mais fundo, se fosse possível. Preenchia-a inteiramente. Seu interior era quente como exterior, senão consideravelmente mais. Sentia as paredes comprimindo a sua extensão. Trocavam grunhidos sôfregos do prazer lascivo, a menina mais alta, por causa da sua compulsão pela prática. O moreno soltava seus ares, o peito sofria em dor, já que o oxigênio lhe faltava. Ofegou. Os lábios másculos eram inquietos: tinham gosto pelo sabor alheio, desfrutá-lo era o seu deleite; roçava-os em seu pescoço, maxilar, orelha, clavícula, busto, ombros. No processo, a camada dérmica feminina recebia pigmentação avermelhava, já que os beiços não trabalhavam sozinhos, pelo contrário, tinham auxílio da língua, esta que mostrou-se ágil minutos ou horas antes, e as presas. Contudo, não parava com a sua agitação, nem por um instante sequer.

Ofegava. Já era frequente. Os ombros do americano foram envolvidos pelos finos braços dourados dela. Ao mesmo tempo, não foi deixado de arranhar a nuca do mesmo. Com um breve sussurro, entrecortado por causa dos gemidos, o moreno anunciou o seu auge. De instinto e imediato, as bocas conduziram-se uma a outra. A adjacência formada por as duas cedia a passagem para o encontro de suas línguas. Atritavam a textura macia de ambas, assim como faziam o mesmo com seus ventres. Notava-se o enchimento e esvaziamento consecutivos dos troncos do par, friccionando com a pose. Enterrou por completo. No mesmo instante, um ruído uníssono se propagou pela vastidão do quarto, do apartamento. Originou-se do clímax sincronizado do casal.

Saiu do espaço físico acima dela, jogou-se naquele a sua lateral. Estavam nus, com a carne ainda no mesmo estado, mas a temperatura reduzia conforme o tempo passava. Dëfteros abriu os braços. Reed usou de um desses, na área de ligação ao tórax, como seu travesseiro, para que repousasse. Seu indicador fazia círculos no centro do peitoral. Ele olhou-a pelos rabos. Ela sobre cílios. Wynwood repuxou ambos os cantos dos lábios, curvando-os parcialmente depois de certo comprimento. Exibiu as dentárias de marfim, direcionando-a um pequeno sorriso. A loira correspondeu-o. As pálpebras pesaram. Do cansaço carnal vem a fadiga espiritual. O sono é um desfecho comum nessas circunstâncias. E dormiram.    


***


O de gênero masculino foi o primeiro a despertar. Teve a maior cautela ao evitar fazer movimentos bruscos, mas de nada adiantou. Missão falha, soldado. Acordou-a. Merda. Sobrevestiu a sua testa com a palma, quase tapeando em consideração a velocidade com o que fez. Coçou ali rapidamente, enquanto lamentava-se mentalmente por ter feito aquilo. Levantou-se, ainda sem roupa. Quando esticou a musculatura dorsal, a ardência apossou-se. Os “ferimentos” recentes resolveram dar as caras no período pós-sexo. — Você poderia maneirar com as unhas. — Encarou os vergões sobre o ombro, ou pelo menos tentava. Como estava de costas para a menor, seu corpo foi envolvido por trás. Os dez finos dedos pairaram em seu abdômen, acariciando a região. Por fim, o toque labial se deu no que incomodava ele. — Eu posso me acostumar a isso. — Abraçou seus braços.


***


O crepúsculo pintava à tarde. O céu era avermelhado, com alguns azulados, o que deixava claro o prólogo à noite. Todos esperavam pela aclamação do tal turno, que chegasse logo. Um evento foi marcado, nesse horário, na famosa área verde da grande New York. Na realidade, Central Park encontra-se nos domínios de Manhattan, esta que, por sua vez, pertence ao território de New York, então esqueça esta constatação. Até esse momento, relevando que os acontecimentos antes narrados faziam horas já, o casal passou à tarde na maior diversidade de atividades. Quando próximo do início do reinado do escudo platinado, já estavam de volta em na respectiva casa do rapaz. Um apartamento de classe média, com vista para um prédio em construção. Não se sabe quantas os trabalhadores já observaram os dois transando.

Para essa festa, pelo menos o que aparentava ser, o mais alto trajou-se como de costume. Foi casual. Escondeu a metade superior de si com uma camiseta cinzenta, esta com uma estampa do que sei lá o que; sobre isso, um casaco xadrez carmesim, com as mangas dobradas até meados dos antebraços; uma calça jeans azulada; e um tênis de marca não relevante. — Gostei da roupa. — Olhava a amada pelos cantos. Ela já estava devidamente pronta, assim como ele. Ele chacoalhou a cabeça, fazendo com que os fios sedosos e acastanhados se agitassem. Jogou-os para trás. — Mas prefiro você com nenhuma. — Lançando uma piscadela com o destro, abriu um riso unilateral.

Enfim, no lugar corretor. Mesmo que a multidão não lhe agradasse, sua presença foi visível. Ou era visível até que tomou o pulso da menina, conduzindo-a para um ponto meio isolado. Recolheram-se abaixo de uma árvore de proporção enorme, esta que detém, possivelmente, uma sombra a qual escondê-los-ia em um dia de forte insolação. — Tem muita gente mesmo, realmente. — Fez a tal afirmação, enquanto um braçal encontrou o outro, em um cruze na altura dos bíceps. Analisou cada semblante que encaixa-se em seu campo de visão, a fim de buscar reconhecimento. Acreditou não avistar nenhum conhecido. — Como imaginei. — Entreabrindo os beiços, levou o sopro de gases comprimidos em seu interior até o lado de fora. Foi feito na forma de um suspiro. Mirou a atmosfera acima do seu topo, entre os milímetros dos espaçamentos das folhas. — Parece que vai chover hoje. — Realizou um comentário.

Tanto um quanto o outro não pareciam estar interessados com o fato de que uma tempestade estava próxima. Dëfteros olhou para os próprios punhos. — Vem, senhora Kershner. — Empunhou seu pulso novamente, o mesmo, e arrastou-a para o aglomerado de pessoas. — Pode cair o mundo e eu não gostar de pessoas, mas hoje vamos nos divertir. — Ascendendo a canhota, a desocupada já que a outra segurava a namorada, levou a recipiente plástico ao maxilar. Entornou a bebida alcoólica em goles longos. — E foda-se o resto. — Para findar, deu-lhe um selo, trocando o gosto do álcool que jazia em sua saliva.
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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Aries Demetria Wynwood em Ter 24 Jan 2017 - 2:22



Miss Jackson

A sobrancelha esquerda se inclinou para cima, formando um arco, enquanto a direitaquase se deitava sobre o olho de Aries, revelando uma expressão fortemente desconfiada da irmã do meio.
Sim, eu sei que você me ama. — Confirmou. "Até de mais as vezes" Sussurrou para si mesma em pensamento — Não acho que isso seja uma coisa ruim. Se o seu "tipo" de diversão inclui toda essa bagunça — E a morena abriu os braços, como se quisesse abranger todo o evento — Eu realmente prefiro ficar em casa. — Suspirou pesadamente, olhando ao redor mais uma vez para se certificar de que não haviam tantas pessoas perto dela, porque uma das coisas que mais lhe irritava era caso precisasse sair às pressas, aquele monte de gente bêbada e drogada a impedisse de seguir seu caminho.

Tentara se adaptar a música, ao estilo da festa e dos presentes, e admitira reconhecer algumas músicas que, apesar de não serem suas favoritas, as conhecia devido as poucas vezes em que se aventurara a ouvir uma rádio, o que a inclinou a considerar aquela festa não tão ruim assim. Mas após pular e até mesmo atrair a atenção não só de sua irmã — que parecia ter ficado feliz ao ver que a mais nova se divertia — como a de alguns outros olhares pouco desejáveis, Aries decidiu que precisaria guardar suas energias para ajudar Alyx caso a loira decidisse exagerar um pouco em sua dose de remédio para ficar fora da realidade.

Ah não caralho, eu não quero ir Alyx! — Dizia, recusando-se a ser puxada pela irmã ao inclinar-se na direção contrária com todas as suas forças, mas parecia que quando substâncias ilícitas entravam no corpo do ser humano, isso lhes parecia dar uma força superior a qual estavam habitualmente acostumados, como se pudesse expandir as fibras do corpo e endurecê-las de forma que conseguissem realizar proezas físicas que não chegariam nem perto de fazer acontecer quando estivessem sóbrios.

Resistira, e resistira bravamente. Mas o provável medo de cair, somado a impressão de que a irmã poderia arrancar metade de seu braço ali mesmo (fora o fato de que a mão apertada em seu pulso começava a machucar sua pele devido o atrito entre as duas) a fez desistir pouco a pouco da ideia de estar apenas no meio da multidão, escondida de qualquer coisa que pudesse fazer as atenções se voltarem para ela. Mas Alyx parecia não pensar o mesmo, porque agora estava por cima de outra superfície, junto a outros bêbados dançantes e com a música tão alta que os tímpanos de Aries reverberariam por horas, ou até mesmo dias,a inglesa chegou até a considerar a hipótese de surdez parcial naquele momento, e viu que precisava se afastar do som.

Deu alguns passos para trás, para que pudesse sair do campo de visão dos que não haviam ido para aquela parte da grama.  Enquanto a irmã a observava se afastar com uma expressão raivosa, Aries desculpava-se com as palmas das mãos erguidas de frente para a belga e um sorriso envergonhado nos lábios, trombando com dois braços que pertenciam a pessoas diferentes, porém, sem sair do campo de visão da irmã.
Vou ficar aqui até a música acabar! — Gritara, mas não confiou muito na possibilidade de ter sido ouvida pela irmã, então ateu-se a hipótese de que Alyx saberia o básico da leitura labial.



Tão rápido a música acabara, Aries avançara por cima da irmã, puxando-a para fora daquele ninho de seres humanos fora de seu estado mental aceitável e que mais pareciam zumbis guiados por qualquer batida que seus ouvidos pudessem captar. — Sei que não, apenas quero ter a oportunidade de, no mínimo comprar um guarda chuva para evitarmos chegar em casa ensopadas e ter belas rinites. — Completara as palavras da irmã do meio, que parecia pouco descrente e até desconfiada das atitudes.

Desejou poder abraçar a irmã, mas isso não era de seu feitio, qualquer demonstração de afeto familiar não convinha com ela, não faziam parte de atitudes esperadas pelos conhecidos, mas esperava que Alyx entendesse essa deficiência de demonstrar afeto, e também entendesse que Aries a amava da mesma forma, mas do seu jeito.
Ahn... — Murmurou, pensando no que poderia e no que poderia dizer, e a resposta que saíra não havia sido nenhum pouco satisfatória. — Certo. — Ousou retribuir o abraço da irmã, desajeitadamente, enquanto uma súbita sensação de constrangimento a envolvia por razões desconhecidas. Desvencilhara-se quando sentiu que seu cérebro já não seria mais capaz de processar a atitude de seu corpo e agarrou-se aos dedos da irmã com força, abrindo caminho a trancos e barrancos e a puxando para fora do mar de gente.

Mas por ironia do destino, ou por não ter força suficiente nas mãos, ou até mesmo não ter segurado pelo punho (que é o que as pessoas fazem quando correm risco de se perder uma das outras) Aries deixara a mão da irmã escapar por entre seus dedos, mas graças a suas terminações nervosas na ponta dos dedos, a morena olhou para trás de relance, agarrando o que achava ser a irmã, e a puxando — agora com mais facilidade, o que poderia ter sido estranho se Aries prestasse um pouco mais de atenção — para fora da multidão o mais rápido que conseguia. — Não solte minha mão Alyx, as chances de nos perdemos aqui é 88,7%.

Era boa em matemática. Mas era excelente em física. Talvez tenha sido por isso que escolhera fazer Engenharia Mecânica, e tivera a sorte — ou o intelecto necessário — para chegar ao MIT, e começar a tão sonhada faculdade, considerando a hipótese de que talvez fosse a única a realizar tal feitio, já que seu bastardo irmão mais velho pouco aparecia em casa, pouco o suficiente para que a garota pudesse furtar-lhe objetos e ele não se desse conta, e a irmã do meio talvez não desejasse uma vida acadêmica próspera como a dela. Era a época de férias, e por isso Aries estava com a irmã ali. Caso contrário, seria facilmente achada na biblioteca da instituição, fazendo pesquisas que pudessem complementar sua formação acadêmica (Aries era uma excelente leitora, ávida por qualquer tipo de conhecimento, ficcional ou não, que pudesse obter) ou no refeitório, deliciando-se com os sanduíches naturais ou bistrôs feitos com presunto de peru que ofereciam quase que diariamente.


Após atravessarem boa parte do Central Park, havia chegado a uma cafeteria, onde o sino preso a porta informou a entrada de novos clientes no local. O cheiro da bebida invadiu as narinas da morena, que sentiu-se revigorada só pela ideia de bebericar o tão desejado líquido preto, e de sentir seu calor escorrer por sua garganta em direção ao estômago.
Caramba, acho que agora estamos seguras Aly. — Respirou profundamente, aliviada por saber que não iriam tomar chuva nem correr o risco de serem atingidas por um raio dentro daquele estabelecimento. Porém seu alívio não durara muito tempo.

Seu erro havia sido não ter agarrado-se ao punho da irmã, como fariam outras pessoas em situações como aquela, e sim aos dedos, aumentando a chance de se perderem em quase 100%. A mão que arrastara ao estabelecimento era de um garoto, não. Um homem já feito, que estava visivelmente bêbado e não pensara duas vezes em acompanhar a inglesa até onde quer que ela quisesse ir.
Eu posso ser quem você quiser,gatinha. — A voz embriagada combinada o cheiro forte do álcool em seu hálito despertaram Aries de seu transe momentâneo ao perceber que quem estava ali não era sua irmã, e sim um completo desconhecido que arrastara sem ter percebido.

Sua mão esquerda fechou-se em um punho, e automaticamente a morena desferira um soco contra o nariz do homem, fazendo-o tropeçar nas próprias pernas devido ao impacto e cair no chão em total desiquilíbrio. A atitude chamara a atenção dos poucos clientes que estavam ali, calmos e despreocupados até então. Aries baixou a cabeça, como se estivesse envergonhada de sua atitude e recuou alguns passos, deixando que dois homens aproximassem do bêbado desmaiado para verificar se este ainda possuía pulso.

A inglesa sentou-se no banco revestido de espuma e colocou as duas mãos por cima da mesa, contraindo os músculos dos cantos dos lábios, observando sem o menor interesse as tentativas daquelas pessoas de trazerem o bêbado de volta a realidade. Aries coçou o espaço entre as sobrancelhas e bufou como um touro enraivecido, pensando consigo mesma sobre o problema que arranjara para si mesma ao perder-se de Alyx.

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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Elliot Wöhjeichowski em Qua 25 Jan 2017 - 14:35

supercollider

dust in a moment. particles scatter coming up from the soup
— Eu sei que não é o seu horário de agir, mas por favor, vá pro Central Park agora. - Elliot tinha Ella do outro lado da linha. Mesmo que ela fosse uma defensora noturna, o líder pediu que ela viesse com ele para que eles vigiassem o evento que a prefeitura organizara no Central Park. — Olhe pela janela, vai chover. É duvidoso que o governo tenha inventado uma festividade com o tempo assim. Você sabe o que eles fazem e quem eles financiam. Eu vou desligar e a gente se encontra lá, ok? - Era um telefone descartável, mesmo sem ouvir a resposta da irmã, Elliot jogou-o na privada e deu a descarga.

Sua face no espelho era a coisa mais difícil de ver todos os dias, o lembrava a forma como ele tinha aparecido por meses a fio em telejornais, programas, jornais e anúncios de procurados. Por mais que não sentisse vergonha alguma do que havia feito, o Arizona fora uma época difícil. Deu uma olhada em seu corpo, estava devidamente vestido como um nova-iorquino comum. Calça jeans, camiseta branca e uma jaqueta de couro mais velha que o penúltimo álbum do Radiohead.

Abriu o espelho do banheiro, e logo após o espelho, a própria prateleira, que escondia um dos arsenais que Elliot continha, todos espalhados em lugares secretos do apartamento onde morava. Pegou de lá uma pistola e três, cartuchos de bala, já colocando um na arma. Colocou os outros dois cartuchos no bolso de dentro de sua jaqueta, para que ficasse mais fácil de pegar caso suas balas acabassem. Fechou a prateleira e o espelho e saiu do banheiro. Será que um dia eu não vou mais precisar disso? ele se perguntou, enquanto pegava sua carteira, que continha vários documentos falsos nomeando-o Phillip Adams e dinheiro, caso ele precisasse fugir do estado de súbito. Colocou um boné e um óculos de sol, para dificultasse seu reconhecimento e saiu, trancando a porta.

Enquanto chamava o táxi, Elliot refletiu se era uma boa ideia sair em público durante o dia. Normalmente, só saía durante a noite, para auxiliar nas patrulhas noturnas, ou, quando saía durante o dia, era só para ir ao mercado, reabastecer sua casa. Ajeitou os óculos e entrou no veículo, soltando palavras breves e automáticas. — Central Park, por favor. - E um sorriso, sem mostrar os dentes. O taxistas acenou com a cabeça, franzindo o cenho.

Com o coração disparado, o passageiro se apoiou na janela, apoiando sua cabeça em seu punho. Foi um erro, foi um erro, foi um erro... essas palavras se repetiam loucamente em sua cabeça, fora um erro sair de casa. Um erro total e ele seria pego em menos de meia hora. O celular descartável vibrou e ele tomou um susto, a ponto de pular no banco de trás do táxi. Era uma mensagem de alguém da organização, pedia que ele fosse direto para o evento.

Felizmente, não era um caminho muito longo até o Central Park. Elliot pagou o motorista e saiu do carro, identificando rapidamente onde seria o acontecimento. É melhor você chegar logo, Ella. pensou, quando fez-se ouvir um trovão.
BY MITZI

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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Alyx Brontë Wynwood em Qui 26 Jan 2017 - 3:07

our love will burn ☽ ☼
Alyx foi tomada por um misto de alegria e surpresa ao sentir Aries demonstrando seu amor por ela, sua irmã sempre foi de esconder seus sentimentos de todos e acreditava que era forte por isso, gerando a discordância de Alyx. A Loira sorriu deixando escapar uma pequena lágrima de seu olho mas secou rapidamente para que ninguém visse. Deu uma olhada ao seu redor observando cada pessoa drogada e bêbada no local, franziu o cenho reconhecendo seu irmão distante delas subindo uma raiva súbita por vê-lo cagando como sempre para elas. Alyx então refletiu no afeto de sua irmã, ela sabia que Aries a amava e que se acontecesse qualquer coisa com ela, Aries iria sentir e muito, mas não na mesma intensidade que a Loira. Ela sempre foi sentimental demais quando o assunto era a irmã, talvez por amar demais e não conseguir viver sem, e para os outros somente iria sofrer e seguir sua vida em frente. Deu de ombros balançando preparada para sair daquele tornado de pessoas que as cercavam, foi só o minuto de Alyx se perder em pensamentos não encontrando mais Aries ao seu alcance, talvez ela tivesse dado a mão para um estranho e saído por ai, ou coisa pior.

Alyx começou a se desesperar, sua lágrimas começaram a rolar diante de seus olhos e ela não conseguia pensar com o som de música explodindo seu tímpano, levou suas mãos a cabeça massageando de leve pela dor que acabara de inciar ali. Ela tentou ir para um lugar mais calmo mas era impossível sair daquela multidão sem machucar umas quarenta vezes o seu pé. Se deparou com um banco de praça perto da festa em que estava, deitou se derramando em lágrimas, soluçando com medo.

— Aries onde você está? — disse em meio as lágrimas que escorriam molhando seus lábios que estavam secos de tanto gritar para si mesma enquanto dezenas de pessoas passavam pelo local a achando louca, de fato ela poderia ficar se não achasse sua irmã.

Foi então que teve a brilhante ideia de ligar para Aries, a irmã nunca desgarrava o celular dela, se sentindo nua quando saísse sem ele. Sem esperar nem um segundo, a loira sacou seu iphone 5s com apenas 7% de bateria, o que a deixou mais desesperada ainda, teria que ligar e ser rápida. Alyx só queria que a irmã estivesse bem e livre de qualquer mal.

— Vamos, Atenda por favor — disse ouvindo o bip da chamada, ela já estava agoniada por tudo que estava acontecendo, não parava de chorar em nenhum minuto, derramava litros de lágrimas e podia apostar que sua cara estaria toda inchada. — Sua chamada esta sendo encaminhada para caixa de mensagens, deixe sua mensagem após o sinal, bip — foi tudo o que conseguiu ouvir após seu celular ter desligado completamente com falta de bateria.

—Ah não, não, não e não — repetiu para si mesma querendo tacar seu celular longe, quebrá-lo em mil pedaços — Isso não está acontecendo por favor — completou se beliscando torcendo para que aquilo fosse um sonho embora ela sabendo que não era — Calma Alyx, o celular dela só está sem sinal, ela deve estar bem — repetiu várias e várias vezes mantendo o pensamento positivo, coisa que nunca teve.

Imediatamente pensou em Deft, seu irmão que estava a circular na festa, e correu de volta para a multidão bêbada e chapada dançando até o chão e ás vezes caindo e ficando por lá mesmo. Alyx não conseguia pensar em mais nada, estava focada em achá-la, já se sentia culpada o suficiente por ter a trazido naquela maldita festa sem a vontade da irmã. A Loira enlouqueceria sem Aries por perto, ela tinha que achar, precisava achá-la.

Já presa no meio da multidão, Alyx corria de cima a baixo, esquerda para a direita torcendo para Deft entrar na sua linha de visão, estava desesperada demais e não queria passar por aquilo sozinha. Segundos depois ela começou a ver seu ex a olhando com um chicote na mão acenando com um sorriso malicioso.

— Outra vez não, estou bem de ALUCINAÇÕES! — gritou em meio a multidão mas parecia que ninguém a ouvia por conta do som, balançou repetidamente a cabeça várias vezes até ficar tonta tentando recuperar o fôlego por alguns minutos. Ela não conseguia achar Deft e já tinha perdido a esperança de achá-lo. Ela olhou novamente para onde estaria seu ex namorado mas ele havia sumido, com medo e tremendo ela se virou e o viu agora com uma faca ainda sorrindo largo, logo enfiou a faca afiada em seu braço rasgando ele todo, Alyx gritou de dor ao ver o sangue se esparramando, se tornando um rio e inundando tudo. Ela pensou que iria morrer, não sabia mais se ela alucinação ou realidade, ela só queria sua irmã, só precisava dela. Tentou estancar seu sangue completamente, Alyx então se concentrou e piscou duas vezes. Era um alucinação, seu braço estava impecável e não tinha nenhum sinal de seu ex namorado, faca ou o chicote, Alyx suspirou de alívio durando pouco tempo até se lembrar de sua irmã, ela pensou em sair da festa para procurá-la em todo quanto possível até se deparar com um cara Loiro quase Albino e totalmente arrogante.

— Olha, Srt. Arrogante — Bateu seus dentes de raiva pela mudança de humor aparente causada pela sua bipolaridade — Acho que não é cego né? — Falou inquieta querendo sair o mais rápido daquele local para procurar sua irmã, achá-la, abraçá-la e nunca mais soltar — É uma festa  — elevou seu tom de voz deixando iminente sua vontade de estar ali com aquele desconhecido — Se não sabe o que é, eu posso explicar — disse ironicamente sorrindo largo com vontade de sumir e nunca mais o ver — Agora se me der licença tenho que procurar uma pessoa — disse suspirando tentando manter a calma, afinal aquele cara estava impedindo, bloqueando para que ela passasse.



Última edição por Alyx Brontë Wynwood em Sex 3 Fev 2017 - 22:53, editado 1 vez(es)

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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Kylie Withkowski em Sex 27 Jan 2017 - 21:13

cloudy day
Da janela do quarto, a garota de cabelos de fogo olhava fixamente para o céu. Os olhos azuis inexpressivos pareciam estar inertes a imensidão do céu agora cinza. - Parece que vai chover, você realmente quer me arrastar pra essa festa? - Finalmente uma reação. Kylie se dirigia a sua irmã, desanimada por ter que sair de casa. Sua irmã Alexia, era insistente e não deixaria a pobre garota em paz até que ela fosse, junto de si a tal festa. Fazia algum tempo que Kylie se afastara de festas, o que era seu ganha pão, agora havia se tornado um pesadelo. Mesmo relutante, vestiu uma saia rodada florida e uma camisa de mangas cumpridas justa ao corpo, os cabelos continuaram soltos e esvoaçantes como era de costume da moça. Escultou a buzina do carro, Alexia a tocava sem parar. - Já estou indo! - Gritou da janela do quarto. Calçou rapidamente seus tênis e foi correndo ao encontro da irmã.

Durante quase todo o caminho Kylie permaneceu quieta, ela sabia que a irmã estava apenas tentando animá-la, mas ela realmente não estava afim naquele dia. - Você poderia ao menos ter escolhido um dia ensolarado para sairmos. - Disse quebrando o silêncio, na tentativa de convencer a irmã a voltar para casa. - Ora Kylie, deixa de resmungar e vamos nos divertir um pouco! E alias, já faz dias que você estava enfurnada em seu quarto, sabe que prefiro quando você está energética. - Retrucou a irmã tentando anima-la. A ruiva deu um suspiro profundo e então deu um pequeno sorriso para a irmã mais velha. - Tudo bem, vamos nos divertir. - Falou para Alexia, mas no fundo era mais para si mesma.

Finalmente as garotas haviam chegado ao Central Park, o lugar estava completamente cheio e bastante barulhento. As irmãs desceram do automóvel e logo se misturaram a grande multidão. - Kylie fica perto de mim, não quero me perder de você. - Kylie apenas assentiu com a cabeça. Apesar do desanimo facilmente visível da garota, as musicas eram animadas como Kylie gostava, fazendo assim uma pontada de animação invadir o corpo da moça. Sua irmã Alexia movimentava-se na medida do possível na intenção de acompanhar a música, apesar de a movimentação ali não ser fácil. Kylie riu com a situação. "Acho que não foi de todo o ruim vim aqui hoje." pensou enquanto observava a irmã.  

Tudo estava indo bem, Kylie até começara a dançar também, foi quando uma fileira de pessoas começaram a passar entre ela e a irmã, separando as garotas. Mais e mais pessoas tomavam a sua frente fazendo a garota recuar cada vez mais. Finalmente quando o movimento cessou mais, a ruiva começou a procurar pela irmã. Kylie não sabia mais por onde estava Alexia, deixando a garota preocupada. - Eu sabia que deveríamos ter ficado em casa. - Disse um tanto enraivada. Alexia! - Gritou inutilmente. O som da música estava alto de mais para que alguém escultasse algo por ali. Que droga! deixei meu celular dentro do carro. - Disse ainda mais frustrada. Alexia onde você está? Perguntou-se mentalmente enquanto tentava abrir caminho. O tempo parecia fechar cada vez mais, deixando a garota ainda mais preocupada. Decidiu então voltar para o carro, quem sabe sua irmã não fazia o mesmo. Kylie se afastava cada vez mais da multidão, quando acabou esbarando num rapaz e caindo. Antes de se levantar, olhou bem o rapaz, que acabou chamando a tenção da moça.
I do not need you to have fun tonight.



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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Venatus em Sab 28 Jan 2017 - 12:17


Parte II

Nada demais ocorreu durante um intervalo de uma hora, apenas as nuvens se escureceram a ponto de acabar com a iluminação do sol. O volume alto das músicas abafava o som das trovoadas e acalmava a população no festejo. Uma mulher distante inteiramente de preto e capuz olhava fixamente para o palco onde ocorria uma apresentação de uma banda não conhecida. Os pingos de chuva caíam acelerados na pele de todos que estavam expostos as nuvens e um grito agoniante podia ser escutado dentro da mente de cada um individuo, assim como um clarão em seus olhos e uma criança, um menino de aparentemente sete anos voando próximo das nuvens, seu corpo estava deitado, como se estivesse sendo levitado por algo. Um raio caiu em seu corpo e o energizou, trazendo vários clarões que possivelmente poderiam cegar quem não evitasse olhar para cima, mas a curiosidade pelo voo da criança deixava todos sem reação.

Todos estavam vidrados no corpo eletrizado do menino, distraídos.

Instruções:
- Se está chegando agora sua narração deve se iniciar quando a chuva começou a cair;
- A postagem na parte II é livre para todos os players, mas apenas um post por indivíduo;
- É recomendável deixar em spoiler ou citação um resumo do seu post para ajudar o narrador;
- Pensem bem antes de postar, analisem os fatos citados;
- Todos atentos as MPS;
- O tempo limite para postagem na primeira parte é até 04 de Fevereiro de 2017 às 12:00 horas ou até o narrador postar;
- A próxima rodada é a narração final;
- Boa sorte queridos!
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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Ehrich L’héritier em Sab 28 Jan 2017 - 21:36

BABY CAME HOME
…a touch is a blow, a sound is a noise, a misfortune is a tragedy, a joy is an ecstasy, a friend is a lover, a lover is a god, and failure is death.
Arrogante Aquilo soava fresco em sua mente. Arrogante, arrogante, arrogant, arro…


Aquele dia era um dos mais comuns, das mesmas formas péssimas, da mesma catástrofe iniciada. Você Ehrich, não conseguia ouvi-la depois do cumprimento da mesma forma de antes. Talvez ainda escutasse o som do vento agitar-lhe cada orelha, as esquentando e esfriando em um exercício monótono e preguiçoso. Piscou duas vezes anuindo a linguagem irônica da jovem moça, ainda contemplando-a com curiosidades. Em todo o seu tempo de trabalho e perseguição, nunca havia se deparado com uma jovialidade como aquela; Embora houvessem detalhes que o afastavam de uma suposta atração, via que os desenhos denotados na pele amendoada era bonita e acentuava os traços faciais com muita facilidade. Trancou. As suas pupilas dilataram deixando com que perscrutassem ao limite da região, depois virando seu pescoço com lentidão pôde avistar o carro. Não sorriu, apenas tossindo baixo e fungando o nariz. Resfriado. Os olhos lacrimejaram no processo fazendo com que apenas ignorasse o restante da lacuna e quando ela, de cabelos raios de sol, pediu passagem para sair eis que resolveu agir; Um dos braços seguraram o dela, deixando com que seu corpo ficasse batido de lado compartilhando calor por um longo momento. Não haviam nada de bruto na sequência em que seus dedos se fecharam por volta da pele quente apenas admitindo que queria a presença dela consigo. Depois que perdeu o filho, eu sei que anda sempre carente :

— Mas moça… - Os glóbulos murcharam deixando uma expressão entristecida ser convidada ao restante de seu semblante. Deixou as pálpebras se selarem até tomar coragem a fazer o mesmo pedido de antes. A brisa adentrou por baixo da camiseta branca, criando um relevo incrível do tecido, os lábios entreabriram. Lentos. — Eu não sei o seu nome ainda. Permita-me dizer o meu. - Novamente, voltou a olhar as pessoas que corriam e estrondavam com desapontamento pintado a guache. A água banida do céu, colidia com a sua jaqueta de coiro, molhando os fios brancos e deixando a pele antes amarelada como de um amendoim, ficar saturada. Suspirou aproximando o rosto de um dos ouvidos dela como se houvesse problemas em deixar sua pessoa ser revelada através de uma mera palavra - para falar a verdade, você sempre odiou o seu nome - consequentemente permitindo seu hálito menta oscilar entre o rosto pertencente a ti e o da jovem loira que acabara de conhecer :

— Escute e fique quieta. - O azul inebriante dos teus olhos pegaram em força. Mil ideias queimando pelos neurônios. E como queimavam, pareciam abrir uma cadência de incêndios e o perfume dela, atrapalhava para o fazer se concentrar. — Se não quiser morrer, me acompanhe. Em silêncio. Começarei a dotar tudo e me siga, eu tenho olhos em todos os lugares e se não for por mim, você seguirá alguém muito pior. - O tom engrossava porém, a altura fonética era mantida como um sussurro. Potente era a latência que começava a convergir por seus dedos, apertando  a pele da moça contra a sua constatando por fim numa conclusão; Ela era perigosamente quente.Os lábios foram lambidos em um movimento rápido com a língua e começou a andar. Sentindo-a hesitante, já concluía que precisava deixar uma cartada. Afinal, você era também a um certo ponto do jogo, vítima dela. Colocou a mão sob o tórax descendo até a virilha onde ergueu discretamente a pequena parte da barra da camiseta. A faca encapada estava ali. Reluzente contra a atmosfera cinzenta do céu. — Entrelace a sua mão a minha e ande para frente, me puxe. Se soltar eu saco e te mato agora mesmo ou deseja que eu dê sinal aos demais? Eu não vou e nem posso machucá-la. - A sombra turva, tempestiava a sua expressão séria permitindo que raios circulassem no seu azul interior - embora o céu não tinha uma trisca a não ser água - como um plano se aproximou dela avizinhando ambos os ombros deixando a água escorrer pela sua derme e erguendo a mão livre do contato alheio, afastou uma mecha vacilante dos cabelos loiros. Ao entremeio, escorreu o dedo na mão entre os dela fazendo um laço com o aperto ainda domador a existir. Bateu com o ombro para que ela caminhasse consigo olhando para o chão avistando a sombra do carro cor petróleo ao auge.

RESUMO:

Bom, o Ehrich esta tentando trazer a Alyx para dentro de seu carro para que assim a leve para poder sair do lugar, já que a chuva parece piorar. [staffentendeonegócio]

[DETALHES SOBRE ELE] Ele é realmente bipolar assim, então não estranhem a mudança de humor ou de expressões que possam estar/virem no texto. A faca que ele mantém consigo é adornada por uma proteção feita de couro.
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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Aries Demetria Wynwood em Dom 29 Jan 2017 - 2:31



Miss Jackson

Aries não percebera quando o som da música havia diminuído. Estava ocupada de mais em pensar numa forma de encontrar a irmã outra vez, sem que ela perdesse muito tempo ou se emaranhasse naquele mar de gente, empurrando pessoas e mais pessoas como uma barata tonta, à procura de uma irmã que provavelmente estaria em um local bem distante daquele.

Era perigoso deixar Alyx sozinha. Aries não sabia disso, mas os outros sabiam. Contaram-lhe que a mulher enlouquecia, que gritava e chorava, tinha alucinações com algo que ela nunca contava, que guardava para si mesma. E que nem todos os remédios do mundo fariam o mesmo efeito que a inglesa fazia na irmã mais velha.
Era por isso que ninguém tentava separar duas, e mesmo que a vida tentasse, do seu jeito, alertar que ambas não poderiam viver juntas para sempre, uma ou a outra, fosse por medo da própria loucura, ou pela crescente saudade no peito, davam seu próprio jeito de se reunirem novamente, independente das circunstâncias.

Pensar que sua irmã poderia estar surtando no meio da festa, que poderia agredir alguém, ou até mesmo desmaiar e ser alvo de coisas que a morena preferia evitar imaginar, foi um motivo mais do que suficiente para desenvolver a esperança de que talvez Alyx realmente atendesse o telefone quando ligasse, que em meio a todo o desespero que sentia, que pudesse perceber que seu celular vibrava freneticamente e um toque polifônico era emitido de seu bolso, que ela apanhasse o aparelho como se sua vida dependesse dele —  e dependia, ao menos psicologicamente falando —  e deslizasse os dedos trêmulos, ouvindo a voz ensandecida da irmã do outro lado da linha, e Aries lhe respondesse que estava bem.

Mas o descuido —  ou a obsolescência programada do aparelho —  de deixar que a bateria de seu celular se esvaísse desanimou-a consideravelmente, o suficiente para que ela suspirasse pesadamente e percebesse que não teria outra alternativa a não ser voltar à festa para procurar por sua irmã e torcer para que ela não tivesse sido levada para algum posto médico ou socado algum desconhecido, como ela havia feito momentos atrás.

Os clientes ainda tentavam reanimar o homem desmaiado, mesmo após a chuva ter começado a cair, o que fez a inglesa revirar os olhos. Quando os primeiros ajudantes perceberam o cheiro forte do álcool, desistiram de tentar acudí-lo, porque sabiam que mesmo que sua consciência estivesse intacta e não houvesse dano algum em seu sistema, este não acordaria tão cedo por conta do tanto que havia bebido. Talvez só acordasse no hospital, quando a luz incandescente atravessasse suas pálpebras e o forçasse a abrir os olhos porque não haveria escuridão suficiente que lhe permitisse dormir em paz.

Levantou-se do estofado onde descansara o corpo, e não havia percebido o quanto estava cansada e o quanto seus pés doíam até pôr seu peso sobre eles novamente. Estralou os dedos dolorosos, mordendo o lábio superior e enrolando a mão em punho contra o tecido da blusa que usava. Outro suspiro. Aries enfiou o celular no bolso, e conferiu cuidadosamente se estavam distraídos o suficiente para que pudesse sair pelos fundos sem que as testemunhas oculares percebessem que sua agressora havia fugido.


O cheiro do beco atrás da loja não era dos melhores, e agora a inglesa poderia dizer isso por experiência própria. A chuva ainda continuava forte e não demorou para ensopá-la. Aries gostava da chuva, gostava de brincar na chuva, mas quando desenvolvera rinite alérgica, essa alegria desaparecera da mesma forma com que seu sonho de ser bailarina fora arrancado ao ser reprovada num dos vários testes que prestara.Um rato passou correndo próximo ali,a despertando de seus devaneios momentâneos, os motoristas dos táxis e demais carros buzinavam impacientes e as pessoas caminhavam pela calçada de um lado pelo outro às pressas, como se temessem que a chuva as ferissem de alguma forma. A inglesa limpou as gotas de seu campo de visão que se tornava embaçado a cada quinze segundos e deu os primeiros passos em direção a saída daquele lugar fétido e escuro.

Quando o som de algo rasgando o céu chamou sua atenção, Aries não pode evitar não olhar para cima. Um tipo de avião atravessara as nuvens sem deixar rastros, e o som dos trovões a incomodara a ponto de pensar seriamente se não deveria se livrar do celular enquanto não houvera sido atingida por um raio. Quando percebeu que a direção em que o objeto voava era a festa, um pensamento de que sua irmã estaria correndo um perigo maior do que sua própria loucura despertou na inglesa a força e velocidade necessárias para correr até a festa de volta, porque o medo faz coisas absurdas com o ser humano, tanto boas como ruins.


Havia mais luz do que se lembrava, e parecia haver mais pessoas do que se lembrava ter visto. Luz que emanava de algum lugar que Aries não deu a devida atenção — por mais que aquilo a incomodasse e a seduzisse a olhar para saber do que se tratava — seu medo pela irmã despertava uma espécie de "up" em seus sentidos e em seu cérebro que parecia torná-la mais atenta a qualquer sinal que identificasse a irmã, ou qualquer silhueta que se assemelhasse a ela.
Alyx! Alyx! — Gritava inutilmente para quem a visse caminhar sem rumo pela grama do Central Park, mas não para Aries, que olhava em todas as direções, procurando pela forma longínqua de Alyx, como se possuísse visão suficiente para encontrá-la aquela distância e com tantas coisas que lhe chamavam a atenção, como por exemplo a luz. — ALYX! ALYX! — Seus berros forçavam as cordas vocais e sua garganta, e tinha certeza de que a água da chuva não seria suficiente para hidratá-la a ponto de impedir uma dor de garganta no dia seguinte.

Achou ter visto a silhueta da irmã à leste de onde estava, acreditando também que esta estava acompanhada de outra pessoa. Mas quando voltou seu olhar para a multidão que se formava próximo ao epicentro da luz e deu alguns passos, quando sua curiosidade falou mais alto que sua necessidade, Aries perdera de vista o que havia sido, provavelmente, a última pista do paradeiro de sua irmã mais velha.

Resumão:
Aries saiu da cafeteria deixando o bêbado desmaiado lá dentro mesmo e foi pro parque gritar aos quatro ventos o nome da irmã. Pode ou não ter visto Alyx junto de Ehrich, pois a fucking luz e o fucking povo a distraía de cinco em cinco minutos

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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

Mensagem por Alyx Brontë Wynwood em Sab 4 Fev 2017 - 1:20

our love will burn ☽ ☼
 Começara a chover caindo alguns pingo fazendo menção da chuva apertar, Alyx ainda estava impaciente com aquele homem na sua frente, desesperada para achar sua irmã e ficar em paz consigo mesma. O Rapaz por instantes a fez entender que estava a dar em cima dela, Alyx já iria preparar o maior fora da vida dela para dar ao garoto, já que estava a segurar seu braço deixando a mais furiosa pois ninguém a tocava quando ela não deixava. Ele era atraente, isso não podia negar e sem dúvida se estivessem em um momento mais confortável ela daria em cima dele ou até pegaria dependendo da resposta do cara. Foi quando o rapaz lhe soou ameaçador deixando claro que iria sequestrá-la. Alyx não daria o braço a torcer mas pelo seus cálculos ela não tinha muito o que fazer a não ser seguir o cara, agora então a garota não saberia o que fazer ainda com sua irmã perdida por aí. Inspirou e expirou fundo tentando manter sua mente funcionando.

— Calma Alyx ela sabe se cuidar, vai ficar tudo bem... —


Fico parada por alguns minutos após processar que o rapaz não a machucaria mas ao julgar sua personalidade as chances disso não acontecer eram pequenas. A Loira era orgulhosa mas tudo tinha um momento e agora ela deveria ser dura com si mesma e até com ele. Ela podia ser sequestrada porém não iria deixar que ele a mandasse muito, sempre odiou que a mandasse e não seria hoje que isso iria mudar.

— Meu nome já que quer saber tanto Srt. Sequestrador — disse lambendo seus lábios que já estavam ressecados — Meu nome é Alyx — disse franzindo o cenho encarando ele — Não vou lutar, mas o senhor não vai me tocar — disse observando a cara dele de surpresa, uma menina que estava praticamente encurralada e ainda querer opinar algo — Eu seguirei você, posso ficar na frente ou atrás, não irei fugir, sempre mantenho a minha palavra — disse arqueando suas sobrancelhas levantando sua cabeça para olhar o céu pois algo a incomodara e a deixara curiosa. Um feixe de luz enorme a parecia uma pessoa caindo, Alyx piscou duas vezes pensando ser uma alucinação e voltou sua atenção ao rapaz — Apenas não quero ser tocada por quem não merece meu corpo — disse hora encarando o céu onde estaria uma criança e uma luz que cegaria qualquer um, hora olhando para seu sequestrador.

Alyx permaneceu onde estava após o Homem mandá-la entrelaçar seus dedos aos dele o que foi a gota d'água a deixando nervosa quase roubando aquela faca e o cortando, mas manteve séria e controlada, afinal as chances dela sair dali eram extremamente menor que um veado transando com uma onça.  — O senhor vai me desculpar mas tocar em você eu não toco — disse com uma expressão calma, Alyx não tinha medo de nada nem mesmo da morte, então se fosse morta não iria importar. Até mesmo a tortura não a deixava tensa nem medrosa. — Pode me matar aqui e agora ou deixem que alguém me rapte, tratarei da mesma forma — disse sentindo os pingos da chuva a deixando encharcada. Ela amava a chuva e estando em contato com ela a deixava mais calma do que já era, tirando é claro as alucinações que tinha. — Eu só não quero e não vou ser tocada, mas como falei — fez uma pausa para inspirar profundamente sentindo o cheiro de terra molhada que a chuva causara ao ambiente — Não vou lutar, não vou fugir, mantenho minha palavra sempre — Alyx serviria para ser uma atriz de tão falsa que podia ser, ela fazia o máximo para não transparecer que estava perdida e desesperada para saber se sua irmã estava bem, caso contrário ela poderia se tornar um alvo e ela preferia mil vezes ser sequestrada e torturada, com total compreensão no que podia acontecer com ela do que a sua irmã em seu lugar.

Alyx enfim deixou sua curiosidade mandá-la e fixo seus olhos no céu onde a criança estava caindo, parecia um anjo ou um demônio, ou os dois. Sua mente ficou confusão pois aquilo não era possível e parecia que não era só ela que estava confusa e surpresa, o que a fez concluir que não era uma alucinação. Ela não podia ficar muito tempo fixada nessa criança que estava no céu por mais que fosse tentador ver o que podia acontecer com o ser que estava lá em cima, ela tinha que manter sua atenção no sequestrador e sua mente sempre tendo o raciocínio rápido. Ela pode não ter medo de morrer ou ser torturada mas também não é como se quisesse tal coisa.

— Então, como vai ser? — Completou batendo seus pés impaciente olhando por alguns segundos o céu voltando sua atenção no cara que estava surpreso e curioso pela reação toda de Alyx.

Resumo:
Enquando Alyx dividia sua atenção a Ehrich e a Luz WTF e a Criança WTF, Alyx mantinha sua postura e compreendia que se lutasse contra ele, acabaria muito mal, ELA SÓ NÃO QUER SER TOCADA. Tem uma personalidade bem forte, então ela não liga pra nada e não tem medo de nada, ela vai falar o que der na lata sem medo.

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Re: — Episódio 01: É só uma chuva

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